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sexta-feira, 25 de maio de 2012

Pastoral Carcerária da Região se mobiliza em movimento de pressão junto ao Senado Federal em favor de reforma constitucional que garanta direito de voto ao preso.

A imagem acima pertence a http://www2.camara.gov.br


A Igreja Metodista, através de sua Pastoral Carcerária, assume posição clara de apoio ao movimento junto ao Senado Federal de reforma à Constituição que garanta o voto do preso, assinando manifesto e participando do movimento de mobilização e pressão junto ao Senado Federal.

O projeto, de autoria do Senador Pedro Simon do Estado do Rio Grande do Sul, havia sido obstacularizado pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado e necessitaria de um recurso com assinatura de no mínimo nove senadores para que voltasse a ser discutido.

A pastoral Carcerária da Igreja Metodista na Região, juntamente com outras organizações de Direitos Humanos, Já havia entrado com uma representação junto ao Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Rio de Janeiro, solicitando o direito de voto do preso.
Ao ser indagado pela liderança do movimento de mobilização se nos juntaríamos ou não a esta luta, ponderei algumas importantes questões:
1 – Seria incoerência de nossa parte não apoiarmos a causa em questão, se pregamos que a imagem e semelhança de Deus é algo implícito no ser humano que não a perde nem após o pecado original, como nos afirma a rica tradição teológica Wesleyana, conferindo dignidade e valor ao ser humano, não importando em que estado esteja. O homem, mesmo ainda não passando pela experiência da salvação propiciada pela Graça Divina, não está “morto” no entender de John Wesley, ao contrário do que afirma o pensamento Calvinista, sendo assim, o Princípio da Dignidade Humana é um valor inegociável para nós.

2 – Como cumprir o disposto na Lei de Execução penal “reintegrar harmonicamente o preso ao convívio social” se negamos ao mesmo o mínimo no que se refere ao gozo da cidadania, que é o direito político do voto?

O tempo era exíguo e havia necessidade de resposta imediata para inclusão ou não da Igreja Metodista como uma das entidades que assinava a petição junto ao Senado.

Levando em consideração a confiança por parte do Bispo da Região e da Coordenação da Ação Social nas decisões tomadas pela Coordenação desta Pastoral da Igreja, decidi que deveríamos estar presentes nesta luta, entendendo como testemunho de fidelidade ao evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo o envolvimento da Igreja Metodista, através de sua Pastoral Carcerária neste importante pleito em favor da vida e da Dignidade Humana.

Não só incluímos o nome da Pastoral Carcerária como representante da Igreja Metodista na petição junto aos senadores, nos manifestando publicamente em favor da causa, como também fizemos contato telefônico com o Senado, ajudando assim na articulação que ocorreu em diferentes Estados da União.

Ao final do dia, dez senadores assinaram o recurso para que o projeto voltasse à pauta de votações, o que, efetivamente, aconteceu. Fomos informados de que a Assessoria Parlamentar do Governo Federal ajudou na discussão das questões com os senadores, manifestando apoio à causa.

Entendo que agindo assim demonstramos à sociedade que os metodistas se preocupam com o ser humano de forma integral e sabem responder com coragem aos desafios que lhe são colocados.


Pastor Edvandro Machado Cavalcante
Coordenador da Pastoral Carcerária da Igreja Metodista

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