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quinta-feira, 24 de maio de 2012

REFORÇO ESCOLAR...AÇÃO PREVENTIVA

REFORÇO ESCOLAR

PREVENINDO O FRACASSO ESCOLAR

(Por Pra Rosinete Siqueira)



Estudos críticos podem possibilitar a compreensão das profundas motivações que podem gerar o fracasso escolar e suas conseqüências, pois o homem como um ser social não pode ser isolado a sua história e das conseqüências que esta história pode trazer a sua vida futura. Por isso, sabemos que a participação ativa no desenvolvimento infantil e uma intervenção, quando necessária precisa estar centrada na educação da criança, não desprezando conhecer dados importantes que podem nos dar “pistas” para entender as diferentes fases importantes de cada etapa do seu desenvolvimento. Um olhar diferenciado para a criança que vai construindo diferente saberes e adaptando-se a eles, mas que também pode apresentar frustrações e dificuldades que possam levá-la ao fracasso. Entendendo que o aluno reage diante de determinadas situações, é fundamental e numa avaliação é necessário entender que muitos fatores podem estar associados à afetividade e a personalidade, pois o homem utiliza o corpo e através dele pode dizer muitas coisas, pois o corpo é um centro de informações e isto precisa ser observado pelo educador.

Dificuldades de aprendizagem, num sentido mais amplo, é qualquer dificuldade que podem ser observáveis, vivenciadas pelo aluno para acompanhar o ritmo de aprendizagem de outros alunos da mesma idade.

As características mais comuns apresentadas por uma criança com problemas para ler e aprender são:
  • Confusão de letras e sílabas com pequenas diferenças gráficas. Ex.: c/e; c/o; m/n;
  • Confusão de letras e sílabas ligadas à organização espacial. Ex.: p/q; b/d; ar/ra;
  • Confusão de letras auditivamente semelhantes: p/b, t/d, c/g, f/v, s/z, ch/j;
  • Omissões, trocas, inversões de letras e sílabas na escrita e na leitura;
  • Dificuldades em articular corretamente fonemas na fala;
  • Leitura lenta, podendo também ser silabada, com dificuldades para entender o que leu;
  • Falhas na interpretação de textos;
  • Esquecimento constante do som de determinadas letras;
  • Escrita com muitos erros ortográficos, palavras pela metade ou grudadas uma nas outras;
  • Traçado forte ou fraco demais, escrita com repasse e rasuras;
  • Vocabulário restrito;
  • Dificuldades em interpretar e solucionar problemas matemáticos;
  • Dificuldades em contar e recontar histórias oralmente;
  • Dificuldades em produzir textos escritos;
  • Timidez ou agressividade em excesso;
  • Dificuldades em cumprir regras, desleixo com o material escolar, dificuldade em se organizar;
Instabilidade emocional, etc.

As causas mais freqüentes, conhecidas até hoje são:



  1. 1.     Disfunção cerebral

  • As crianças com disfunção cerebral mínima têm, em geral, inteligência média ou acima da média; mas, apresentam certos problemas de aprendizagem ou de comportamento associados os desvios das funções do sistema nervoso central.

    Este problema pode surgir por causa de inúmeros fatores: variações genéticas, irregularidades bioquímicas, traumatismos de parto, doenças, acidentes acontecidos no início do processo de desenvolvimento do sistema nervoso central ou uma severa privação sensorial e de estimulação no ínicio do desenvolvimento da criança.

    É durante o período escolar que aparecem as manifestações mais evidentes que caracterizam o quadro da criança com disfunção cerebral mínima (DCM):
  • Ela não consegue aprender a ler normalmente, tem dificuldade de abstração e apresenta problemas com tarefas que exigem coordenação visual e motora;
  •  Sua escrita, cópia e desenho são inadequados (problemas perceptivo-motores);
  •  É considerada desajeitada, sem equilíbrio e sem ritmo;
  •  Dá a impressão de estar em constante movimento (hipercinesia);
  •  Apresenta-se excessivamente impulsiva (não consegue parar de mexer nas coisas e, muitas vezes, quando fala, diz coisas fora de hora, sabendo que não devia dizê-las. Tal atitude coloca-na constantemente em conflito com os pais, colegas e professores.);
  •  Sua falta de controle emocional é demonstrada pela irritabilidade, pela agressividade e pelo choro fácil;
  •  Tem mudanças freqüentes e inesperadas de humor. Assusta-se e entra em pânico por motivos não condizentes. Algumas são retraídas, inibidas e frustram-se com facilidade etc.
  •  É incapaz de concentrar a atenção (perde o interesse quando o material com o qual lidam é mais abstrato e exige trabalhar com conceitos).

    Exames neurológicos e psicológicos podem detectar o problema precocemente. É de fundamental importância diagnosticar o quadro de DCM o mais cedo possível, pois o comportamento da criança variará muito de acordo com o tratamento que receber em casa e na escola.
2       Desnutrição nos primeiros anos de vida

Desnutrição é o nome que se dá à doença causada pela baixa ingestão de proteínas, carboidratos, vitaminas, lipídios e sais minerais de modo geral. Também pode ser causada pela incapacidade do organismo de absorver corretamente os nutrientes dos alimentos que ingere (anorexia, por exemplo). Normalmente a desnutrição atinge pessoas de baixa renda e, sobretudo, crianças dos países mais pobres. Os países em desenvolvimento respondem por 95% do total de desnutridos do planeta.


A desnutrição é uma das principais causas de nascimentos de crianças abaixo do peso normal, crianças que tem mais chances de adoecer durante a infância, adolescência e vida adulta. Há estudos recentes que indicam a existência de vínculos entre desnutrição na infância e o surgimento de doenças como hipertensão, diabetes e doenças coronárias.

Até manifestações leves de desnutrição podem limitar o desenvolvimento físico e intelectual de uma criança, fazendo com que esta tenha maiores chances de evadir-se da escola com tenra idade, fato que pode contribuir para manter o atual índice de analfabetismo entre as populações de baixa renda.

3       Depressão

As crianças também podem apresentar sintomas de depressão como tristeza, ansiedade, pessimismo, mudanças no hábito alimentar e no sono, fraquezas, tonturas e mal estar. Na fase infantil, devido à falta de habilidade para uma comunicação que demonstre seu verdadeiro estado emocional, a depressão se manifesta notadamente com hiperatividade. É importante ressaltar que essa doença não se traduz apenas em tristeza e outros sintomas típicos, mas sim, no tempo e na motivação para com esses sentimentos.

O diagnóstico tem que ser feito sempre por um especialista e é fundamental que o professor possa identificar os sintomas e encaminhar o aluno para um profissional que possa ajudá-lo. É necessário avaliar também sua situação familiar, existencial, seu nível de maturidade emocional e, principalmente, sua auto-estima. Além das entrevistas com a criança, é muito importante observar sua conduta segundo informações dos pais e professores.


Alguns sinais e sintomas na depressão Infantil:

  • Mudança de humor significativa;
  • Diminuição da atividade e do interesse;
  • Queda do rendimento escolar;
  • Distúrbios do sono;
  • Condutas agressivas;
  • Perda da energia física e mental;
  • Fobia escolar;
  • Perda ou aumento de peso;
  • Cansaço matinal;
  • Irritação ou choro fácil;
  • Sentimento de rejeição;
  • Ansiedade e hipocondria;
  • Idéias mórbidas (chegando a pensar em suicídio).


4 - Problemas visuais e/ou auditivos

  • Acuidade visual reduzida: a criança apresenta dificuldade para ver longe, precisa
  •  aproximar-se bastante para poder ver bem pessoas e objetos, mesmo que utilize recursos ópticos;
  • Campo visual restrito: uma criança que enxerga bem tem um campo visual de 180 graus na horizontal e vertical, o que possibilita interagir, localizar-se e orientar-se bem no ambiente. Já as crianças com baixa visão, podem possuir um campo de visual bastante restrito, o que pode prejudicar sua orientação e locomoção no espaço;
  • Visão de cores e sensibilidade aos contrastes: há algumas alterações visuais nas quais as crianças são incapazes de distinguir determinadas cores como verde, vermelho, azul, marrom; outras crianças distinguem cores vibrantes, com bastante luminância (amarela laranja e etc.). Há crianças que podem ver objetos, formas e letras com bastante contraste (preto/branco, amarelo/preto, roxo/verde);
  • Adaptação à iluminação: algumas crianças com baixa visão podem apresentar sensibilidade exagerada à luz, que ocasiona desconforto visual, ofuscamento, irritabilidade, lacrimeja mento, dor de cabeça e nos olhos. Há, entretanto, crianças que necessitam de muita iluminação e luz dirigida aos objetos para que possa enxergar melhor.

      Problemas auditivos em crianças

 

 

A falta de atenção em sala de aula ou a demora para começar a falar podem estar sendo causados por uma deficiência na audição. O problema nas crianças não e fácil de ser detectado. E é muito importante que os educadores fiquem sempre atentos. Normalmente são os professores que descobrem os primeiros sinais de perda auditiva do aluno e alguns comportamentos podem mostrar que o aluno esta com dificuldades, tais como:
  • Uma criança ignora sons ou não vira a cabeça na direção de um som;
  • O aluno parece não entender algumas palavras;
  • O aluno não produz frases ou simplesmente parece não ouvir bem.
Esses sintomas também podem ter outras causas, mas e muito importante que o professor, ao identificar sinais que mostrem que o aluno pode ter um problema de audição, encaminhe a criança para um profissional o quanto antes. Uma criança com audição deficiente deve começar a receber educação especial e tratamento, assim que o problema for descoberto.

É preciso ressaltar, que problemas emocionais ou familiares, métodos pedagógicos inadequados ou crianças que não cursaram Educação Infantil ou não realizaram adequadamente, podem também apresentar sérias dificuldades no aprendizado.


(Texto produzido por Rosinete Siqueira – Pastora Metodista. Professora de Filosofia, Psicopedagoga e Terapeuta. Coordenadora do Projeto Reforço Escolar, na 1ª Região. Agente SAF- 1ª Região)





BIBLIOGRAFIAS:

Fernándes, Alicia
A Inteligência Aprisionada/Alicia Fernandes - Porto Alegre: Artned,1991;

Werner,Jairo
Saúde & Educação: desenvolvimento e aprendizagem do aluno
Jairo Werner. -  Rio de janeiro: gryphus, 2005 (Educação em diálogo;5)

Howard Hendricks
Ensinando para transformar Vidas – Editora Betânia, 1ª Ed- 1991.

Engbrecht,Simone
Aprendendo a lidar com a depressão / Simone Engegbrecht, - São Leopoldo: Sinodal, 2001.

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